Sexta (28) o Netflix lançou sua mais nova série: Narcos, que conta a história do traficante colombiano que se tornou lenda, Pablo Escobar – interpretado pelo brasileiro Wagner Moura.
A série começa nos anos 70 quando Pablo Escobar, ainda jovem, começou a construir seu império. Ele sonhava que a cocaína que produzia e distribuía algum dia teria seu nome: “Cocaína Escobar”. A ficção conta também o rastro de violência e dor que tomou conta da Colômbia em uma espiral da qual ainda está se recuperando.
Narcos é uma história contada a partir do ponto de vista de um agente da DEA, a agência antidrogas dos EUA. O brasileiro José Padilha, responsável pela ficção, confessa que se inspirou no clássico Os Bons Companheiros, o filme de Martin Scorsese, para produzir a série. A história não é para estômagos sensíveis: conta como Pablo Escobar, que na década de oitenta foi eleito deputado na Colômbia, conseguiu se infiltrar nos mais altos escalões do poder.
O grande paradoxo de Narcos é que consegue seduzir o público a assistir a história de um traficante de drogas de origem humilde, mas que acabou sendo responsável por crimes hediondos. “Não sou rico, sou um pobre com dinheiro”, ele revela a um agente em um dos capítulos. O diagnóstico reflete uma imagem da região mais desigual do mundo: a América Latina. Escobar conseguiu chegar a lugares onde o Estado não chegava, e isso contribuiu para a criação de seu mito popular.
Por aqui já assistimos mais de três episódios e podemos adiantar: vale a pena! Uma série-documentário bem interessante, e bem diferente do que andamos vendo por aí!
