Hello meus amores! Sumi daqui né? Minha vida anda bem caótica de trabalho e estudos ultimamente, mas vim aqui falar sobre o desfile da Lacoste no Paris Fashion Week, que foi nada mais, nada menos que em Roland-Garros. Confesso que estou obcecada por tênis, desde que comecei a ir no USOpen. To assistindo os campeonatos sempre e acho super chique a estética do esporte no quesito se vestir, fora torcer horrores para o nosso João Fonseca! Espiem só essa imagem incrível do desfile!

Apresentado na lendária quadra Philippe Chatrier, o desfile de Fall-Winter 2026 da marca transformou o local em uma partida histórica interrompida, mais de cem anos atrás, quando na época o Francês René Lacoste enfrentou Manuel de Gomar, principal tenista da Espanha, em uma rodada da Copa Davis, em Deauville, quando uma forte chuva alagou a quadra de grama. Para acelerar a secagem, o público jogou jornais sobre o gramado. Jogadores e espectadores enfrentaram o temporal protegidos por guarda-chuvas, trench coats, ponchos, capas impermeáveis e botas de borracha.
A chuva prolongou a partida por dois dias, e Lacoste venceu em quatro sets, levando a França à final. A partida “lavada” pela chuva marcou o início da trajetória de René como campeão mundial.
Tem como ter uma inspiração maior do que essa para uma coleção? Acho que não certo? Neste mood, a diretora criativa Pelagia Kolotouros se inspira no conceito de elegância funcional, ela desloca o olhar do centro da quadra para as arquibancadas, investigando o legado da Lacoste não apenas na competição, mas também nos momentos em que a cultura do espectador se torna tão relevante quanto o jogo em si.
Após introduzir uma nova abordagem ao outerwear nas últimas temporadas, Pelagia aprofunda essa proposta por meio de impermeabilização e tecidos técnicos: o trench como base, o poncho como evolução da camisa polo, a lã tecnológica como proteção contra as chuvas. Peças acolchoadas e volumosas em náilon transparente, com acabamentos de aparência molhada ou refletiva, contrastam com veludo macio e a alfaiataria suave do emblemático blazer René.
Majoritariamente sem gênero definido, as propostas Neo-Tennis capturam a energia do esporte sem se limitarem a ele — feitas para circular no mundo, proteger sem perder atração. Como eu não jogo tênis, (Porém adoraria, hehe) acho que isso se enquadra exatamente para mim: circular com essa roupa em muitos ambientes. Quem sabe chegou a hora de eu aprender não é mesmo?
Outra parte que amei foram as paletas de cores, que transitam do frio ao quente, do céu nublado ao vibrante. Um prisma de tons de cinza, metais escuros e tons arroxeados profundos compõem a base, enquanto a cor Agave Green remete ao gramado após a chuva e o tom Rusty Red (Esse especificamente eu fiquei obcecada!), evoca o saibro de Roland-Garros coberto repentinamente pela tempestade. Vejam aqui alguns dos meus looks preferidos!


O que mais me chamou atenção nesta coleção Fall-Winter da Lacoste, além das cores e texturas das roupas, foi totalmente o conceito da elegância funcional, que vai além das quadras. Amo se identificar com uma marca de esportes em uma grau, que mesmo que você não pratique aquele esporte, você vai querer comprar e usar aquelas roupas! E vocês? Amaram essa coleção tanto quanto eu?
Semana que vem escrevo mais,
bisous (Me sentindo meio Francesa depois desse post!),
Carol.