Crise e Contraste: Gucci em queda, Hermes brilha e Prada desafia a montanha-russa

Enquanto o mercado global do luxo vive momentos desafiadores, três gigantes do setor mostram trajetórias distintas. A Gucci repete quedas preocupantes: no segundo trimestre de 2025, as vendas da marca caíram cerca de 25 % e contribuíram para a queda de 15 % nas receitas do grupo Kering. Já a Hermès segue num rumo oposto: fechou o período com alta de 9 % nas vendas, mesmo diante do cenário adverso, sustentada pela forte demanda por seus ícones como as bolsas Birkin e Kelly.

E a Prada? O grupo surpreende com crescimento de 9 % no primeiro semestre de 2025 (com margem operacional ajustada de 22,6 %), impulsionado pelo êxito da marca Miu Miu, que viu suas vendas de varejo subirem mais de 40 % no segundo trimestre — mesmo que a marca principal Prada tenha registrado queda de 3,6 % no mesmo período. A maison ainda está prestes a concluir a aquisição da Versace, ampliando seu alcance criativo e econômico.

Em resumo: Gucci enfrenta turbulência e implementa mudanças estratégicas (com novo CEO e diretor criativo), enquanto Prada acelera com Miu Miu e fusões, e Hermès permanece imune aos solavancos com sua estratégia de ultra-exclusividade, alta margem e fidelidade entre seu público ultra-premium.

Enquanto o setor de luxo encara retração na China e nos EUA, afetado por tarifas e aperto no consumo aspiracional, marcas como Prada e Hermès demonstram como foco no valor percebido, inovação e narrativa de exclusividade podem virar o jogo. Gucci, por sua vez, ainda busca se reinventar frente à turbulência atual.