Bali

Bali por Luísa Colombi.

A Indonésia é o paraíso dos surfistas, e Bali é uma das maiores ilhas do seu arquipélago, proporcionando por isso uma grande quantidade de praias/ondas, sendo até algumas delas consideradas as mais perfeitas do mundo para a prática do surf. Mas não deixa de ser um destino perfeito para os que, apesar de não praticarem o esporte, como eu, são apaixonados pela natureza, por praias, pela gastronomia e belas paisagens.

Em Bali faz calor o ano inteiro, e eu acabei indo em março, acompanhada do meu namorado, Pedro (surfista, que surpresa!). Esta época é considerada de baixa temporada, por ser uma estação “chuvosa”, que dura de outubro e vai até o final de março. A alta temporada, denominada “seca” começa em abril e termina no final de setembro. Apesar de termos ido na época considerada chuvosa, só pegamos dias lindos e muito (muito!) quentes. Demos sorte, vimos a chuva cair somente uma vez e no último dia.

A ilha é enorme e possui milhares de atividades para se fazer, como subir um vulcão em atividade, praticar mergulho, andar por templos e conhecer praias. Como ficamos quase duas semanas e tínhamos como prioridade as praias – e principalmente boas ondas -, percorremos praticamente somente a região sul da ilha, e é de lá que vem a maioria das minhas dicas.

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Para começar, Bali é uma ilha com uma cultura muito rica, sendo seu povo extremamente religioso. Eles acreditam no poder dos espíritos e deuses, e por onde se anda é possível ver a prática diária de tradições milenares realizadas por pessoas demonstrando sua fé e devoção a eles. Isso foi uma das coisas que mais me encantou lá. Um exemplo disto é o “Canang Sari”, oferenda que é vista em todos os cantos, feita de pequenas cestas formadas por folhas de palmeiras, onde se colocam alimentos e demais objetos simbólicos, como arroz, folhas, flores, moedas e incenso, oferecidos para espíritos do bem ou do mal, dependendo de onde são colocados.

Por tal razão, o arquipélago também possui muitos templos. Um mais lindo que o outro.

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Primeiramente, é preciso saber que para entrar em um é necessário que todos coloquem uma “sarong”, roupa típica balinesa, que se parece com uma saia. Existe a opção de você mesmo levar uma canga, sendo que lá eles amarram da forma correta, fazendo as vezes da “sarong”.

O primeiro templo que “must go” é o de Uluwatu (Uluwatu Temple), também conhecido como o Templo dos Macacos. O templo foi construído no alto de um penhasco, na região/praia de Uluwatu, e fica de frente ao oceano Índico, onde se vislumbra cliffs espetaculares e paisagens de cair o queixo, como se vê nas fotos. Sua posição foi devidamente pensada para proteger a ilha dos maus espíritos que se aproximam do sudeste.

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Vale ressaltar que o local é, como se vê pelo nome, dominado por macacos, e macacos de caráter duvidoso, diga-se de passagem hahaha. Portanto, quando for visitar o templo não leve chapéus, brincos, óculos, nem mesmo câmera fotográfica (se for levar, que esteja bastante escondida), pois caso contrário, é grande a chance do seu amigo macaco furtar os seus pertences.

Outro templo lindíssimo, e o meu preferido, é o de Tanah Lot, que fica um pouco mais ao norte de onde nos hospedamos, localizado em Desa Beraban, Kediri Tabanan. Trata-se de uma área composta de uma formação rochosa na beira do mar, em que na parte de cima foi construído o templo.

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Somente é possível visitar a base do templo quando a maré esta baixa – o que acontecia praticamente todo final do dia – já que as rochas se encontram no meio da praia. Lá tem uma caverna com uma nascente sagrada, onde se pode receber uma benção, feita com a água do curso e um pouco de arroz e flores. É muito bonito! Contudo, entrar, de fato, no templo é proibido, uma vez que só é aberto para os balineses, que nela praticam rituais hindus.

Passando para outro tópico, as praias. Bali tem para todos os gostos. Para nós que moramos numa ilha com muitas praias bonitas (Florianópolis), talvez não sejam tão surpreendentes, mas eu as achei maravilhosas mesmo assim.

A que eu acho mais imperdível é a praia de Padang Padang. Fica na região sul da ilha, perto de Uluwatu. É pequena, mas é cheia de charme. Tem pedras grandes localizadas na beira do mar, símbolos inconfundíveis do local. Padang agrada a gregos e troianos. Lá é possível relaxar, sendo um ótimo local para os banhistas, – já que não possuí tantos corais no fundo do mar, como outras praias -, e também agrada muitos aos surfistas, pois lá o fundo de coral proporciona uma das melhores ondas de toda a Indonésia (talvez até do mundo). A água, nem preciso dizer, é cristalina.

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4 – Outra praia que recomendo, por se diferenciar de qualquer coisa que eu tenha visto, foi a de Keramas. Isto porque sua areia é preta e muito brilhante, o que dá um contraste incrível com o azul do mar. Fiquei fascinada.

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Vou ter que ser sincera e dizer que nessa praia eu nem entrei no mar, mas isso tem um motivo especial que dá em outra dica. Passamos o dia no Komune Resort Bali, Hotel e Beach Club que fica na beira da praia. E que hotel! Com uma estrutura incrível e ótimo atendimento, sem contar a vista que dá de cara para o mar, a experiência em Keramas foi inesquecível. Passamos o dia lá e valeu muito a pena.

5 – Outro destino imperdível em Bali é A Floresta dos Macacos (Monkey Forest), chamada de Alas Kedaton. O ponto se localiza em Ubud, distrito que fica mais ao centro de Bali, bem conhecido por suas belas plantações de arroz e monumentos típicos balineses por todos os lados. Em Ubud se sente realmente a cultura balinesa respirando em todos os lugares.

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Bom, voltando à floresta, é uma área enorme, rodeada de mais de 115 espécies de árvores, onde vivem mais de 600 macacos. Ela é realmente gigante, recheada de árvores superaltas e macacos para t-o-d-o-s os lados. Resumindo, você se sente, quase literalmente, no planeta dos macacos, o filme. Por ser considerado um local sagrado, vez que se destina ao culto hindu balinês, a floresta possui um complexo de templos no seu interior. Eu só conheci um, que era muito bonito.

Cabe ressaltar que, diferente do templo dos macacos, aqui o macaco é mais people friendly. Não os vi subtraindo o pertence de ninguém, tampouco li avisos de que ocorria este tipo de comportamento na floresta. Inclusive, achei os macacos tão bonzinhos que deixei que dois brincassem comigo, com o auxílio de um funcionário do local, é claro.

Todavia, é importante ressaltar que o que eles têm de amigáveis têm de esfomeados, então, caso comprem um cacho de banana na entrada preparem-se para perdê-lo rapidamente… Compramos um cacho que deve ter durado 2,5 segundos na nossa mão para que apenas UM macaco nos ameaçasse e levasse o cacho inteiro pra ele. Até do bolso eles retiravam!

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Quase no fim, a indicação de restaurantes e bares. A ilha possui muitas opções. Entre as que fomos, eu escolheria para um jantar mais íntimo, o Poupeis Restaurant (Poppies Lane 1- south end of Jalan Legian), que fica localizado em Kuta, numa ruelinha que só se chega a pé. Pelo trajeto você não dá muito pelo lugar, mas ao entrar no restaurante a sensação é de aconchego. O local é decorado com lindas mesas de bambu adornadas com velas e rodeadas de plantas e grandes guarda-sóis também feitos de bambu. O restaurante ainda conta com um laguinho com fonte bem no meio do restaurante onde há carpas, uma graça. O menu é variado, composto desde comidas típicas balinesas a opções bastante ocidentais. Comemos super bem em pratos bem apresentados. O que mais nos surpreendeu, levando em conta a estrutura do lugar, foi preço, que como tudo em Bali, foi bem em conta.

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Ainda, não tinha como não indicar o Potato Head Beach Club (Jalan Petitenget, Seminyak, Bali 83061), que fica no distrito de Seminiak. O local, com o nome já diz, é um beach club, com uma estrutura e organização que nos deixou de queixo caído. Fica localizado na beira da praia, com piscina, bangalôs e espreguiçadeiras. Acredito que ali também acontecem shows de dia, com DJ’s, sendo um ótimo lugar para quem quer um agito. A área tem um complexo de restaurantes e bares no seu interior, que vão desde os mais fancy a uma coisa mais roots na beira da piscina. No meu caso, cheguei já no final de tarde, então só comemos ali, mas acredito que seja um programa perfeito para passar o dia, curtir a música e ver o pôr do sol bebendo uns “bons drinks”.

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Acabamos escolhendo um bar/restaurante que ficava na parte de baixo do Potato Head, bem próximo a piscina. Tinha inúmeras opções de bebidas deliciosas e a comida que pedimos era divina. Destino imperdível.

Por fim, era obrigatório dar a dica de outro café/bar/loja, chamado Single Fin (Jl. Labuan Sait Pantai Suluban, Uluwatu, Pecatu, Bali 80361), localizado na beira do cliff em Uluwatu. O lugar tem uma das vistas mais lindas que eu já vi. Lá do alto você dá de cara com um imenso oceano Índico recheado de vários surfistas pegando as ondas mais bonitas que você pode imaginar. Até uma amadora, como eu, conseguiu enxergar que aquele lugar era especial.

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O bar é o recanto dos surfistas. Composto de um deck gigante, com dois andares, tem opções de bebidas e petiscos simples, porém bem gostosos. O lugar fica aberto tanto de dia quanto de noite, servindo tanto para uma saideira da praia, como um lugar para se ir à noite e ver gente bonita, já que também toca música ao vivo ou DJ, dependendo do dia.

Recomendo que você pegue um final de tarde lá, vendo o sol se pondo na água, tomando uma Bintang (a cerveja mais tradicional/famosa da Indonésia) como eu fiz e estique sua noite por lá. Garanto que não vai se arrepender!

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Era isso pessoal, tem muitas outras coisas para contar de Bali, mas já me prolonguei demais. A ilha é um lugar mágico e apaixonante, que encanta a todos pela sua simplicidade charmosa, pelo povo carinhoso e pelas belas paisagens.

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