
No último fim de semana, Florianópolis celebrou seus 352 anos com um evento que ficará marcado na história da cidade: a 11ª edição da Maratona Cultural. Com um público de mais de 200 mil pessoas, a capital catarinense se consolidou como um dos maiores polos culturais do Brasil, reafirmando o poder da arte em transformar e conectar pessoas.
De 21 a 23 de março, 481 atividades culturais tomaram conta de 107 espaços em 20 bairros, criando um mosaico de expressões artísticas que reuniu teatro, música, dança, exposições, cinema e muito mais. O festival, conhecido por sua pluralidade, proporcionou 40 horas de programação gratuita, garantindo que moradores e visitantes pudessem aproveitar ao máximo tudo que a cidade tem a oferecer.
Uma cidade inteira em festa
Florianópolis se transformou em um verdadeiro palco a céu aberto. Desde museus, teatros e galerias até praças, parques e ruas históricas, cada canto da cidade respirou arte. Na sexta-feira, as exposições, visitas guiadas e espetáculos teatrais tomaram conta dos espaços culturais. Já no sábado, além da programação intensa, o evento também deu visibilidade aos empreendedores locais, com 14 feiras de artesanato e gastronomia espalhadas pela cidade.
Para Elisa Olinger, que levou os filhos para vivenciarem o evento, a Maratona já faz parte do calendário da família. “Nós fazemos questão de levar as crianças para ver a cidade viva e proporcionar experiências únicas”, contou.
Palco principal: um espetáculo de emoções
A Arena Floripa, localizada no centro da cidade, recebeu um dos momentos mais esperados do festival: os shows ao vivo. Na sexta-feira, o grupo catarinense Dazaranha aqueceu o público para um show histórico dos Paralamas do Sucesso, que celebrou seus 40 anos de carreira.
No sábado, a arena foi tomada pelo samba, e a cantora Teresa Cristina emocionou a plateia com sua apresentação. No domingo, dia do aniversário da cidade, a programação se encerrou em grande estilo com um show de João Gomes, que trouxe seu piseiro envolvente e homenageou grandes nomes da música brasileira, de Luiz Gonzaga a Tim Maia.
Cultura, pertencimento e transformação
Mais do que um festival, a Maratona Cultural é um movimento que ressignifica a relação das pessoas com a cidade. “Se quisermos manter nossas cidades vivas e pulsantes, precisamos ocupar os espaços públicos com cultura”, declarou Paula Borges, presidente do Instituto Maratona Cultural.
Além de contar com incentivos via Leis de Cultura, o evento só é possível graças ao apoio de empresas que enxergam a cultura como ferramenta de transformação social e desenvolvimento sustentável. A cada edição, a Maratona prova que Florianópolis não é só um destino turístico, mas também um celeiro artístico efervescente.
E assim, entre sorrisos, aplausos e muita emoção, a cidade encerrou mais uma edição do maior festival multicultural do sul do Brasil. Agora, a contagem regressiva já começou para 2025.