A arquiteta Mariana Pesca acaba de retornar de Cuba onde passou uma semana na companhia de lojistas e outros colegas profissionais a convite do Núcleo Catarinense de Decoração Regional Florianópolis. “Havana é uma mistura singular e impressiona aos olhos”, diz.
Palacetes, construídos na época da colonização espanhola, se encontram em estado decadente. Destacam-se por suas fachadas com misturas coloridas inusitadas, que mostram a personalização cubana. Outra observação interessante é o uso de grades nas construções. Apesar da violência ser quase nula, as grades, na época da colonização, eram sinônimo de status social. Acabou virando um detalhe cultural, grades mais elaboradas mostram que a família tem melhor condição financeira. Assim como na arquitetura, a moda nas ruas também evidencia essa mistura.

“É uma explosão de cores, mas com um certo ar conservador, representado pelos uniformes que as crianças e jovens usam. Os cubanos gostam muito de acessórios de cabeça, o cabelo está sempre bem elaborado”, pontua a arquiteta.
O que há de mais cool em Havana na opinião da arquiteta é a FAC (Fábrica de Arte Cubano), construída e ampliada no lugar de uma antiga fábrica. O local – que foi inclusive visitado recentemente pela primeira dama dos Estados Unidos, Michele Obama – reúne vários expositores das mais diferentes artes: cinema, música, dança, teatro, artes plásticas, literatura, fotografia, moda, design gráfico e arquitetura.

“Visitei o espaço e acabei conhecendo a arquiteta e também estilista Sofia Marques de Aguiar. As padronagens de roupas criadas por ela a partir do uso de pneus, rolos de fita cassete e lacre de latinhas chamaram a atenção.”
Cuba é uma caixinha de surpresas e a viagem, segundo Mariana, proporcionou uma experiência cultural única e peculiar.
