Orquestra Ouro Preto leva “Hilda Furacão, A Ópera” para BH, Rio, Curitiba e Boa Vista após sucesso em SP

Após duas noites de casa lotada no Theatro Municipal de São Paulo, a Orquestra Ouro Preto inicia a turnê nacional 2025 da montagem “Hilda Furacão, A Ópera”, que seguirá para Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba e Boa Vista. Com patrocínio da Petrobras, a produção celebra a cultura brasileira e consolida a força da ópera nacional.

Adaptação do aclamado romance de Roberto Drummond, que também virou minissérie nos anos 1990, o espetáculo traz música original de Tim Rescala e direção de cena de Julliano Mendes, com regência do maestro Rodrigo Toffolo. Com libreto em português e dividido em dois atos, o espetáculo mergulha nos dilemas éticos, sociais e religiosos de uma época marcada por contradições, enquanto a protagonista Hilda, interpretada pela mezzo-soprano Carla Rizzi, desafia expectativas e convenções. Ao seu lado, o tenor Anibal Mancini dá vida a Frei Malthus, e completam o elenco solistas de destaque como Marília Vargas, Marcelo Coutinho, Johnny França e Fernando Portari, acompanhado de um coro de 16 vozes.

A produção conta ainda com uma equipe criativa de peso: Luiz Abreu na direção de arte, Paula Gascon nos figurinos, Tiça Camargo no visagismo, Carol Gomes na cenografia e Bruno Corrêa na engenharia de som. A fusão entre cenografia, cores, figurinos e identidade musical da Orquestra Ouro Preto cria cenas impactantes, reforçando a potência dramática e sensorial da obra.

A trilha sonora de Tim Rescala mistura música erudita com elementos do universo popular, como boleros, músicas brasileiras e sucessos radiofônicos da época, resultando em uma obra híbrida entre ópera e musical. A narrativa acompanha Hilda, uma jovem que rompe com seu prestígio social e se refugia na boemia de Belo Horizonte, e seu encontro com Frei Malthus, desencadeando conflitos entre desejo e dever, liberdade e moralidade.

“Hilda tem todos os elementos para se tornar uma ópera: uma trama instigante e trágica, personagens fortes e grande carga emocional”, comenta Tim Rescala. Para Rodrigo Toffolo, “Hilda é uma protagonista perfeita para este ciclo de óperas brasileiras que a Orquestra Ouro Preto vem desenvolvendo. É uma personagem feminina forte, com reflexões profundas sobre liberdade, destino e imposições sociais.”

Com esta produção, a Orquestra Ouro Preto reafirma seu compromisso com um repertório operístico brasileiro contemporâneo, acessível e enraizado na identidade cultural do país, oferecendo ao público uma experiência artística única e memorável.